Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de dezembro, 2022

26 de dezembro de 2022

Ontem, antes de dormir, eu estava refletindo sobre as razões pelas quais neste natal não ganhei nenhum presente. Não fiquei chateada com isso, mas ponderei que não é algo muito comum de acontecer comigo, afinal, dar presentes é um hábito muito tradicional na minha família. Desde muito cedo aprendi a demonstrar afeto dando presentes. Sem dúvida os presentes são a minha linguagem do amor pois quando recebo presentes é quando mais me sinto mais amada e feliz. Pra quem não sabe o que são as linguagens do amor, sugiro a leitura do livro As Cinco Linguagens do Amor, de Gary Chapman. Nesse livro o autor identificou cinco formas através das quais as pessoas expressam e recebem manifestações de afeto: palavras de afirmação, tempo de qualidade, presentes, atos de serviço e toque físico. Então acordei hoje, dia 26 de dezembro de 2022, já conformada que não receberia presente algum. Mas, eis que a vida resolveu me surpreender com um presentes maravilhoso: É isso, eu estou super feliz, nervosa, com...

Os testes de gravidez

As tentantes da minha geração são privilegiadas pela possibilidade de fazer testes de gravidez com relativa precisão sempre que têm vontade. Os testes mais simples são facilmente encontrados nas farmácias e custam aproximadamente 6 reais. Se por um lado é ótimo poder tirar a dúvida a qualquer tempo, mas por outro, os testes sempre à mão podem ser um gatilho a mais pra crises de ansiedade.  Eu tirei o DIU há menos de um mês, minha menstruação não está atrasada, e, pelas minhas contas, já fiz uns quatro testes. Será que estou ansiosa? 😬😂

O bebê que virá

              Até o momento, ninguém sabe que estamos planejando ter um bebê. Eu decidi que por hora, é melhor que ninguém saiba, pois não quero gerar expectativas, tampouco pressão desnecessária. E nem sempre é fácil engravidar, ainda mais pra mim, que tenho quase 38 anos.               Mas ao mesmo tempo, é solitário não compartilhar com ninguém esse projeto grandioso. E mesmo que seja só um projeto, mesmo que o bebê ainda não exista realmente, eu já me sinto muito feliz porque sei que de alguma maneira ele já faz parte da minha vida e assim será pra sempre, mesmo que eu não consiga gestar. Já imagino a felicidade de ouvir as batidas do seu coração pela primeira vez, ver seu rosto, olhar em seus olhos pela primeira vez, cantar cantigas de ninar pra embalar o seu sono.               E enquanto como um jenipapo na casa dos meus pais, me pego imaginado se há algo que eu...

Um pouco de mim

            Nunca pensei com seriedade sobre a ideia de ser mãe. Ter um filho sempre me pareceu algo complexo demais para alguém tão imatura e egoísta quanto eu. E, além disso, nunca me envolvi afetivamente com alguém cuja paternidade fosse um projeto essencial. Havia ainda outras questões: eu comecei a trabalhar fora no ano 2000, aos 15 anos de idade, como atendente em uma lanchonete e nessa mesma época passei no vestibular. Minha vida universitária foi um pouco confusa, transitei em vários cursos até finalmente decidir que queria ser assistente social. Me formei aos 25 anos de idade e no mesmo dia da formatura comecei a trabalhar no Ministério da Saúde. Depois trabalhei na Universidade de Brasília, nas Secretarias de Saúde e de Assistência Social do DF. O local onde permaneci por mais tempo trabalhando foi o Serpro, uma empresa pública de T.I.                 Estabilidade nunca foi um grande atrativo ...